Cabo Verde: da origem vulcânica à sensação da Copa
Cabo Verde, país insular africano de origem vulcânica, brilha na Copa do Mundo de 2026 com sua seleção inédita e rica história cultural.

Cabo Verde, um país africano formado por ilhas vulcânicas, está roubando a cena na Copa do Mundo de 2026. Com pouco mais de meio milhão de habitantes, a nação insular, que até recentemente era conhecida por suas praias e pela língua portuguesa, agora celebra a inédita participação de sua seleção, os "Tubarões Azuis".
O time já causou impacto ao empatar com a Espanha, atual campeã europeia, e seu goleiro de 40 anos, Vozinha, tornou-se um herói nacional. Mas o fascínio por Cabo Verde transcende o futebol. O país possui uma história complexa, marcada por ter sido um entreposto do tráfico transatlântico de escravizados, e se destaca por ter uma das democracias mais estáveis da África. Sem rios permanentes e com recursos hídricos limitados, o arquipélago é também o berço da morna, gênero musical imortalizado por Cesária Évora.
A cultura cabo-verdiana valoriza a união e o orgulho nacional, expressos na frase "Nu sta djunto, Kabu Verdi" (Estamos juntos, Cabo Verde), que une torcedores e simpatizantes ao redor do mundo. A nação, composta por dez ilhas, foi habitada apenas por morcegos antes da chegada dos portugueses em 1456. Sua população majoritariamente mestiça reflete a mistura de africanos e europeus, e o crioulo cabo-verdiano, uma fusão do português com línguas africanas, coexiste com o idioma oficial.