Ex-diretor do Vasco detalha divergências na venda da SAF
Ex-vice-presidente jurídico do Vasco, Felipe Carregal Sztajnbok explica divergências na venda da SAF, incluindo falta de correção monetária e representatividade do clube.

O advogado Felipe Carregal Sztajnbok, exonerado da vice-presidência jurídica do Vasco da Gama, veio a público detalhar as divergências que motivaram sua saída e que impactam a negociação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com os empresários da família Lamacchia. Carregal, que foi criticado por José Roberto Lamacchia após romper com o presidente Pedrinho, defende a venda do futebol cruzmaltino, mas levanta questionamentos cruciais.
Entre os pontos levantados pelo ex-diretor, está a ausência de correção monetária nos R$ 500 milhões previstos para o aporte, o que poderia diminuir o valor real recebido pelo clube ao longo dos cinco anos de pagamento. Além disso, Carregal criticou a resistência do investidor em permitir que o Vasco tivesse representantes no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal da SAF, algo que, segundo ele, era previsto no acordo anterior com a 777 Partners.
As ponderações de Carregal foram feitas em entrevista ao site 'ge'. Ele ressaltou a importância da representatividade institucional para o clube, mesmo como acionista minoritário, e a necessidade de atualização monetária em contratos com pagamentos diferidos. Recentemente, uma decisão judicial afastou Pedrinho e outros dois nomes do Conselho de Administração da SAF, com nomeação de uma interventora para restabelecer a governança.