IA revoluciona busca por novos craques no futebol brasileiro
Inteligência artificial e aplicativos transformam a descoberta de talentos no futebol brasileiro, democratizando o acesso e alcançando jogadores em regiões remotas do país.

A busca por futuros craques no futebol brasileiro ganha um novo aliado com a inteligência artificial. Jovens atletas agora são avaliados por aplicativos de celular que analisam velocidade, controle de bola e domínio, substituindo ou complementando o trabalho de olheiros tradicionais. Ferramentas como o Cuju, criadas por agentes esportivos, já atraem centenas de milhares de usuários, oferecendo uma chance real de visibilidade para jogadores de todas as regiões do país.
Plataformas de IA funcionam analisando vídeos e exercícios gravados pelos próprios atletas, gerando métricas detalhadas. Essa tecnologia promete superar as profundas desigualdades econômicas e regionais que historicamente dificultaram a descoberta de talentos no Brasil, permitindo que jovens em locais remotos, onde olheiros raramente chegam, também possam ser notados por clubes e agentes.
Em um estádio modesto no interior de São Paulo, adolescentes com idades entre 14 e 19 anos, muitos vindos de cidades distantes, participaram de uma peneira baseada em avaliações prévias de um aplicativo de IA. Jogadores como Davi Barossi, que viajou 10 horas de Santa Catarina, demonstraram potencial, enquanto outros, como Nathan Moraes, do Pará, enfrentaram desafios. A tecnologia não apenas otimiza o processo de avaliação, mas também alimenta discussões sobre o papel da máquina na formação de atletas.