Jogadores com acusações de violência sexual geram polêmica na Copa

Jogadores de Gana, Marrocos, Cabo Verde e Japão, envolvidos em investigações e processos por violência sexual, geram polêmica e debate ético na Copa do Mundo de 2026.

Jogadores com acusações de violência sexual geram polêmica na Copa

A presença de jogadores sob investigação e processo por violência sexual em seleções nacionais tem dominado as discussões extracampo na Copa do Mundo de 2026. Mesmo sem condenações definitivas, a convocação de atletas para o torneio global acendeu um debate internacional sobre os critérios éticos adotados pelas federações esportivas.

Organizações de direitos das mulheres têm questionado a inclusão de jogadores com acusações graves, argumentando que isso pode enviar uma mensagem negativa sobre a tolerância a tais crimes. O cerne da questão reside no conflito entre o princípio da presunção de inocência, garantido por lei, e a responsabilidade das entidades esportivas em zelar por uma imagem ética e íntegra, especialmente em um palco de alcance mundial como a Copa.

## Casos em Destaque

Um dos casos mais proeminentes é o do meio-campista ganês Thomas Partey, ex-jogador do Arsenal. Ele enfrenta sete acusações de estupro e duas de agressão sexual no Reino Unido, envolvendo quatro mulheres. Partey nega todas as acusações e aguarda julgamento. Sua situação gerou um incidente peculiar quando o Canadá negou sua entrada no país para uma partida da fase de grupos, embora ele tenha participado dos jogos realizados nos Estados Unidos.

O capitão de Marrocos, Achraf Hakimi, também está sendo processado na França por uma acusação de estupro apresentada em 2023. Hakimi nega o crime, alegando ser vítima de extorsão. O processo ainda está em andamento, e sua participação na seleção marroquina tem sido alvo de críticas.

## Investigação em Andamento

Outro caso que ganhou atenção foi o do capitão de Cabo Verde, Ryan Mendes. Ele está sendo investigado pela polícia da Nova Zelândia após uma intérprete brasileira denunciar um estupro ocorrido em março de 2026, durante amistosos em Auckland. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada pelas autoridades neozelandesas, e Mendes continuou a atuar pela seleção no torneio.

Na seleção japonesa, o volante Kaishu Sano e o jogador Junya Ito também voltaram a ser mencionados em debates. Sano teve uma investigação encerrada em 2024 sem que houvesse denúncia formal, enquanto Ito foi oficialmente inocentado por falta de provas em um caso distinto.

Esses episódios reacendem a discussão sobre como as entidades esportivas devem lidar com alegações de crimes sexuais, buscando um equilíbrio entre os direitos individuais dos atletas e a proteção das vítimas, além da imagem do esporte.