Matheus Cunha: surfista, enxadrista e trunfo na Copa
Matheus Cunha, atacante brasileiro que nunca jogou profissionalmente no Brasil, brilha na Copa do Mundo com versatilidade, paixão pelo surfe e forte conexão com suas raízes nordestinas.

Matheus Cunha demonstra uma versatilidade que vai além dos gramados. Com um histórico que inclui o surfe como válvula de escape e o xadrez como exercício mental, o atacante se consolidou como um trunfo importante para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Apesar de nunca ter atuado profissionalmente no Brasil, tendo deixado o país aos 18 anos após a Copa São Paulo de Juniores, Cunha se adaptou rapidamente a diferentes ligas e culturas, falando fluentemente cinco idiomas.
Nascido em João Pessoa, o jogador mantém fortes laços com suas raízes nordestinas, evidenciados em sua paixão pelo surfe, esporte que aprendeu no Rio Grande do Norte, e em sua admiração por artistas regionais. Essa conexão com a terra natal é expressa em sua comemoração de gol, que simula o ato de surfar, marca registrada que o acompanha desde a Premier League, onde atua pelo Manchester United.
A carreira de Cunha deslanchou fora do Brasil, passando por clubes na Suíça, Alemanha, Espanha e Inglaterra. Sua trajetória, marcada por adaptação e resiliência, o levou a se tornar um jogador inteligente e multifacetado em campo. Sob o comando de Carlo Ancelotti, ele tem desempenhado um papel crucial no esquema tático, atuando como um falso 9 com liberdade para flutuar e criar jogadas, surpreendendo os adversários com sua dinâmica e mobilidade.