Paraguai se despede da Copa com recorde negativo de posse de bola

Paraguai termina Copa do Mundo de 2026 com a menor posse de bola entre 48 seleções, registrando média de 29% de controle.

Paraguai se despede da Copa com recorde negativo de posse de bola

A trajetória do Paraguai na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste sábado, e com ela, um dado estatístico pouco lisonjeiro: a seleção paraguaia foi a equipe com o menor índice de posse de bola entre todas as 48 participantes. Segundo levantamento da FIFA, o time sul-americano controlou a bola por apenas 29% do tempo total em suas partidas.

Esta marca de 29% de posse de bola é compartilhada com a Jordânia, que também foi eliminada na fase de grupos sem somar pontos. Outras seleções que apresentaram baixo controle da bola incluem o Catar (31%), Curaçao (32%) e Arábia Saudita (33%).

A estratégia paraguaia ao longo do torneio focou em uma forte marcação defensiva, especialmente em jogos cruciais contra a Turquia e a Alemanha, onde essa abordagem se mostrou eficaz, garantindo resultados positivos. No entanto, contra a França, nas oitavas de final, a tática defensiva não foi suficiente para conter o avanço europeu.

Na partida decisiva contra a França, o Paraguai registrou 31% de posse de bola. Apesar do esforço defensivo, a seleção europeia conseguiu vencer pelo placar de 1 a 0, selando a eliminação paraguaia.

Em contraste, a seleção com maior tempo de controle de bola na competição é a Espanha, com uma média de 61%. A Inglaterra aparece em seguida, com 58%, dividindo a marca com a Turquia, que, ironicamente, foi eliminada na fase de grupos após uma derrota para o próprio Paraguai.

O baixo índice de posse de bola reflete uma abordagem tática conservadora adotada pela equipe paraguaia, que priorizou a solidez defensiva em detrimento da iniciativa de jogo. Embora essa estratégia tenha funcionado em algumas etapas, não foi suficiente para superar adversários mais fortes em fases eliminatórias.