Parreira: Ícone do futebol brasileiro tem melhora após cirurgia e respira sem aparelhos
Ícone do futebol brasileiro, Carlos Alberto Parreira, 83, melhora após cirurgia de sangramento nasal e volta a respirar sem aparelhos. Ele segue lúcido na UTI do Rio de Janeiro.

Carlos Alberto Parreira, 83 anos, demonstra recuperação significativa após uma cirurgia realizada para estancar um sangramento nasal. O renomado ex-técnico da Seleção Brasileira, tetra campeão em 1994, voltou a respirar espontaneamente, sem a necessidade de auxílio de aparelhos. Parreira está hospitalizado desde o dia 16 de junho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, localizado na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele havia sido internado devido a um quadro de inflamação pulmonar.
## Procedimento e Estado de Saúde
No último sábado (27), Parreira foi submetido a um procedimento de cauterização para controlar o sangramento, que havia se intensificado a ponto de requerer suporte respiratório artificial. Conforme comunicado oficial do hospital, o ex-comandante está lúcido e desperto, embora ainda não haja uma previsão para sua alta da unidade de tratamento intensivo. Em 2024, Parreira já havia enfrentado um tratamento de quimioterapia para combater um linfoma de Hodgkin, demonstrando sua resiliência diante de desafios de saúde.
## Trajetória Vitoriosa no Futebol
A carreira de Carlos Alberto Parreira é marcada por conquistas expressivas e uma profunda ligação com o futebol brasileiro. Além de liderar a equipe na conquista do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos, em 1994, ele também atuou como preparador físico na campanha do tricampeonato em 1970, sob o comando de Zagallo. A dupla reeditaria a parceria em 2006, com Parreira como técnico principal e Zagallo como auxiliar. Sua experiência em Copas do Mundo se estende à comissão técnica de 2014, quando Luiz Felipe Scolari dirigiu a seleção.
Parreira também acumulou experiência internacional dirigindo seleções como Kuwait (1982), Emirados Árabes Unidos (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010). Sua participação por vídeo na apresentação de Carlo Ancelotti à CBF no ano passado, saudando a chegada do técnico italiano, demonstra sua contínua relevância e conexão com o esporte, mesmo em meio a suas batalhas pessoais de saúde.