Psicólogo vetou Pelé e Garrincha da Copa de 58

Psicólogo da Seleção Brasileira em 1958, João Carvalhaes vetou Pelé e Garrincha da Copa, mas sua recomendação foi ignorada, levando ao primeiro título mundial do país.

Psicólogo vetou Pelé e Garrincha da Copa de 58

Na vitoriosa Copa do Mundo de 1958, um nome influente na comissão técnica da Seleção Brasileira defendeu que Pelé, então com 17 anos, e Garrincha sequer disputassem o torneio. O professor João Carvalhaes, psicólogo da equipe, aplicou testes psicotécnicos nos jogadores e, com base nos resultados, orientou que os jovens craques não fossem escalados.

Carvalhaes, um pioneiro na introdução de laboratórios de psicologia no esporte brasileiro, já havia tido sucesso com métodos similares no São Paulo, clube que foi campeão paulista em 1957 sob sua influência. Sua atuação na seleção, contudo, era mais profunda que a dos profissionais atuais, chegando a influenciar diretamente as escalações.

Pelé, que se tornaria um ídolo imortal após marcar seis gols na Copa, comentou anos depois que os métodos de Carvalhaes poderiam ser "bem à frente do seu tempo" ou "invencionice". A orientação do psicólogo foi ignorada, e o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, marcando o início de uma era dourada no futebol.