EUA avisaram Irã sobre plano de Israel para matar negociadores

EUA alertaram o Irã sobre um suposto plano de Israel para assassinar negociadores iranianos durante negociações de paz. Israel nega as acusações.

EUA avisaram Irã sobre plano de Israel para matar negociadores

O governo dos Estados Unidos informou o Irã sobre um suposto plano de Israel para assassinar negociadores iranianos durante as conversas que visavam um acordo de paz provisório para a guerra em curso. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times na última quinta-feira, 2 de julho de 2026.

Segundo o veículo de comunicação, dois alvos específicos teriam gerado particular preocupação para os americanos: Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano. Uma tentativa de assassinato contra figuras de tal importância poderia inviabilizar as negociações em andamento e comprometer a possibilidade de um acordo.

## Negação de Israel e Divergências

Em resposta às alegações, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou veementemente a intenção de atacar os negociadores iranianos, classificando a informação como "falsa". A declaração surge em um contexto de divergências entre os Estados Unidos e Israel quanto à condução da guerra. Enquanto o presidente americano Donald Trump busca uma resolução para o conflito, Israel mantém uma postura inflexível em relação a pontos cruciais, como a permanência da ocupação israelense no Líbano.

## Contexto da Guerra e Acordo de Paz

O conflito teve início em 28 de fevereiro de 2026, após ataques aéreos de Israel e dos EUA contra o Irã. A retaliação iraniana incluiu o bombardeio de bases americanas e o fechamento do estreito de Ormuz, o que desencadeou uma crise global de combustíveis, visto que cerca de 20% do petróleo mundial é transportado por essa via marítima.

Após mais de três meses de combates, foi assinado o Memorando de Islamabad em 17 de junho de 2026. Este acordo inicial previa um cessar-fogo, a suspensão das restrições financeiras impostas pelos EUA ao Irã e a interrupção do programa nuclear iraniano. No entanto, mesmo após a assinatura, novos ataques com drones e mísseis ocorreram entre os dias 25 e 28 de junho. Atualmente, a situação é de um cessar-fogo instável, marcado por violações pontuais, retaliações e tensões diplomáticas.

## Nova Tensão e Funeral

A semana trouxe uma nova onda de tensão, intensificada pelo alerta emitido pelo Irã aos EUA e Israel na quinta-feira (2.jul). O país persa advertiu contra quaisquer ataques durante o período de 4 a 9 de julho, data marcada para o funeral do ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em decorrência de ataques norte-americanos no primeiro dia da guerra.