Keiko Fujimori se projeta como presidente do Peru e promete união
Keiko Fujimori se declara vencedora das eleições presidenciais do Peru, prometendo união e combate à criminalidade. Com liderança irreversível, aguarda validação oficial do pleito polarizado.

Keiko Fujimori, candidata da direita peruana, declarou-se vencedora do segundo turno das eleições presidenciais na quarta-feira (24), em Lima. Com 99,870% das urnas apuradas, Fujimori mantém uma vantagem de 44 mil votos sobre seu oponente, Roberto Sánchez, tornando sua liderança matematicamente irreversível. A filha do ex-ditador Alberto Fujimori, em sua quarta tentativa de chegar à presidência, prometeu unir o país, fragmentado por um processo eleitoral prolongado e contestado.
Em seu discurso, Fujimori destacou a necessidade de restaurar a ordem, combater o crime e enfrentar a profunda desigualdade social no Peru, antecipando ações de governo a partir de 28 de julho, data da posse. Apesar da declaração de vitória, o resultado ainda aguarda a validação oficial da autoridade eleitoral, o Juri Nacional de Eleições (JEE), que analisa pedidos de impugnação. Roberto Sánchez, por sua vez, alegou fraude sem apresentar provas e afirmou que não reconheceria um governo Fujimori.
A vitória esperada de Fujimori marca o retorno de uma dinastia política que polariza o eleitorado peruano há décadas, prometendo uma "convocação aberta" a tecnocratas para seu primeiro gabinete. Observadores internacionais atestaram a normalidade do pleito, apesar das contestações, enquanto o país se prepara para um governo que busca reconciliar divisões profundas após uma campanha acirrada.