Mãe e bebê sobrevivem 30 horas em escombros após terremoto na Venezuela

Mãe e bebê são resgatados com vida após 30 horas soterrados em escombros na Venezuela. A história de fé e superação em meio a tragédia de terremotos.

Mãe e bebê sobrevivem 30 horas em escombros após terremoto na Venezuela

Um ato de resiliência e fé marcou o resgate de Dayana Patiño e seu filho recém-nascido, Juan David, que passaram mais de 30 horas sob os escombros de um edifício que desabou em decorrência dos terremotos que devastaram a Venezuela em 24 de junho. O caso, ocorrido no estado de La Guaira, tornou-se um símbolo de esperança em meio à tragédia que já deixou milhares de mortos e feridos.

Dayana, que estava com seu filho de apenas 18 dias, relatou à CNN que, mesmo em meio ao desespero e à escuridão, manteve a crença na sobrevivência. A visão de uma Bíblia sob os escombros trouxe-lhe paz e fé. "Ao ver a Bíblia, senti uma paz e uma fé de que, mesmo sem saber como, eu iria sobreviver", declarou.

## O resgate improvável

Presa a mais de seis metros de profundidade, Dayana narrou que conversava com Deus e que, surpreendentemente, não sentiu falta de ar. Uma luz fraca, cuja origem desconhecia, permitia que ela visse o bebê e mantivesse a calma. "Eu permaneci o tempo todo alerta por causa do meu bebê", afirmou. O marido, Gerson Trujillo, que conseguiu sair do prédio no momento do tremor, liderou as buscas após o desabamento.

Ao retornar para casa, Gerson encontrou o prédio destruído. A pista crucial para o resgate de Dayana e Juan David veio de uma reforma recente no banheiro do apartamento. O reconhecimento do piso novo permitiu que ele e amigos concentrassem a busca na área, culminando na localização da esposa e do filho.

## Superação e sequelas

Após 32 horas soterrados, Dayana e Juan David foram resgatados pelas equipes de Defesa Civil. As imagens do reencontro do bebê com o pai e de Dayana sendo retirada em uma maca emocionaram o país. O bebê saiu ileso, mas Dayana sofreu lesões nos ligamentos e meniscos das pernas, necessitando de imobilização e previsão de cirurgia.

O casal ainda lida com o trauma e o medo de novos tremores, já que mais de 800 abalos secundários foram registrados na Venezuela desde o sismo principal. A história de Dayana e Juan David, no entanto, ressoa como um testemunho da força da vida e da esperança em circunstâncias extremas.