Terremoto agrava colapso em hospitais venezuelanos sem recursos
Terremoto na Venezuela agrava crise em hospitais já colapsados. Falta de suprimentos e superlotação dificultam atendimento a vítimas.

Um terremoto de magnitude 7,2, seguido por outro de 7,5, intensificou a crise humanitária na Venezuela, expondo a fragilidade de seu sistema de saúde. Hospitais públicos e privados, já operando em condições precárias e com escassez crônica de insumos, foram sobrecarregados pelo grande número de feridos e vítimas. Relatos indicam centros de saúde lotados, com falta crítica de medicamentos, materiais cirúrgicos e até itens básicos como gazes e analgésicos. Pacientes e familiares têm sido instruídos a providenciar seus próprios suprimentos médicos, uma situação que já era comum antes da tragédia natural.
O colapso do sistema de saúde venezuelano é um problema antigo, com pesquisas anteriores apontando para desabastecimento em 90% dos hospitais e salas de cirurgia com funcionamento limitado. A emergência humanitária complexa, agravada pelo desastre natural, torna a situação ainda mais desafiadora. Profissionais de saúde descrevem um cenário desesperador, onde a assistência médica básica já é difícil de oferecer em dias normais.
A tragédia natural revelou a extensão da deterioração da infraestrutura de saúde, com hospitais pedindo doações de itens essenciais e enfrentando a impossibilidade de atender à demanda. A dificuldade em fornecer cuidados médicos adequados para os feridos do terremoto é acentuada pela falta de recursos, evidenciando a necessidade urgente de ajuda externa e soluções para a crise humanitária.