Terremoto na Venezuela: Famílias escavam escombros em busca de entes queridos
Famílias venezuelanas escavam escombros em busca de parentes desaparecidos após terremotos em La Guaira, criticando a lentidão e insuficiência das autoridades.

Em La Guaira, na Venezuela, o cenário pós-terremoto é de desolação. Famílias lideram as buscas por corpos entre os escombros, utilizando as próprias mãos em uma luta desesperada contra o tempo e a decomposição. Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5, que assolaram o país em 24 de junho, deixaram um rastro de destruição e centenas de mortos, com números oficiais indicando ao menos 1.450 vítimas fatais.
Parentes de desaparecidos improvisaram listas de contatos em paredes de edifícios destruídos, como o Aguja Azul, e se organizam para o trabalho de resgate, muitas vezes sem experiência. Dajameles Ramires, buscando familiares no Aguja Azul, relata a transferência de equipes de resgate oficiais e a sensação de abandono. "No final ficamos nós, as famílias, porque precisamos de um desfecho", desabafa.
A revolta das famílias se estende ao questionamento da lentidão e insuficiência das autoridades. Em edifícios como o Luiza Cáceres de Arismendi, prestes a desabar, moradores formam cordões humanos para impedir a saída de maquinário e exigir a continuidade das buscas. "Até quando vamos esperar? Estamos sozinhos", clamam, indignados com a falta de apoio estatal.