Terremoto na Venezuela: Frustração cresce com lentidão no resgate
Familiares de vítimas de terremoto na Venezuela expressam frustração com a demora e a insuficiência das operações de resgate e criticam a resposta oficial.

A frustração toma conta dos arredores dos edifícios desabados na Venezuela, onde famílias aguardam desesperadamente por equipes de resgate e maquinário pesado. Os fortes terremotos que atingiram o país nesta semana deixaram ao menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, com centenas de pessoas ainda presas sob os escombros. Relatos de enviados especiais da BBC apontam para uma resposta considerada insuficiente por parte das autoridades, gerando indignação entre os sobreviventes.
Moradores em locais como La Guaira e Caracas denunciam a falta de uma ajuda "séria" e se arriscam a remover corpos em decomposição com as próprias mãos. "Há edifícios onde não foi removida sequer uma única pedra", disse um bombeiro anônimo. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, afirmou que os esforços são "sem descanso", mas o sentimento generalizado é de lentidão e descaso, com vaias sendo direcionadas à presidente em visitas às áreas afetadas.
Enquanto o governo venezuelano mobiliza militares e equipes internacionais, com a ONU estimando 50 mil desaparecidos, especialistas alertam que as primeiras 72 horas após o desastre são cruciais para o resgate de sobreviventes. A tragédia, classificada como a "mais brutal catástrofe natural" do país, ainda tem seu balanço de vítimas e desaparecidos em atualização constante.