Terremotos em Caracas expõem fragilidade urbana e social
Terremotos atingem Caracas, Venezuela, revelando construções vulneráveis e infraestrutura precária agravada pela crise econômica. Balanço de mortos é alto e pode crescer.

Caracas, na Venezuela, foi abalada por um forte terremoto, o mais intenso em mais de um século. A tragédia expôs a vulnerabilidade da infraestrutura da capital, impactada diretamente pela prolongada crise econômica do país. Autoridades confirmaram 235 mortos até a noite de quinta-feira (25), com a expectativa de que o número aumente significativamente, segundo projeções de órgãos internacionais que apontam para milhares de vítimas potenciais.
A precariedade das edificações é um fator crítico, com grande parte da população residindo em estruturas de alvenaria sem reforço ou feitas de adobe. Pesquisas indicam que a pobreza multidimensional afeta mais da metade dos venezuelanos, com uma parcela expressiva vivendo em assentamentos informais. Muitos edifícios na capital são anteriores às normas de construção antissísmicas, que datam de 1982.
Agrava a situação a fragilidade da rede de serviços básicos. Apagões são frequentes em Caracas e outras cidades, dificultando a comunicação e as operações de resgate. A interrupção constante de energia elétrica compromete ainda mais a capacidade de resposta em situações de emergência como esta.