Acre: Exonerações em Massa Abalam Casa Civil Após Apoio Político

Governo do Acre exonera chefe da Casa Civil e mais 40 servidores após apoio político. Mudança reconfigura cenário eleitoral e afeta ligação com ex-governador.

Acre: Exonerações em Massa Abalam Casa Civil Após Apoio Político

Uma reviravolta política sacudiu o Acre nesta terça-feira, 30 de junho de 2026. A governadora Mailza Assis Cameli determinou a exoneração do secretário-chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni, em uma decisão publicada no Diário Oficial do Estado. A medida não parou por aí: cerca de 40 outros servidores também foram desligados de seus cargos, em uma ação descrita como uma "limpeza" administrativa no Palácio Rio Branco.

## Motivação Política por Trás das Demissões

Os bastidores políticos apontam o apoio declarado e a dedicação exclusiva de Donadoni à campanha do pré-candidato a deputado federal Fábio Rueda como o estopim para a série de exonerações. Essa postura gerou críticas de outros pré-candidatos à mesma vaga, como Socorro Neri, Zezinho Barbary, Zé Adriano e Coronel Ulysses.

A movimentação em massa parece ter um alvo específico, afetando também pessoas com ligações políticas com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, e o ex-governador Gladson Cameli. O estopim para essa retaliação teria sido a declaração pública de apoio do prefeito de Cruzeiro do Sul, no dia anterior, 29 de junho, à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre. Tal movimento foi interpretado pelo círculo próximo da governadora Mailza como uma afronta direta e uma quebra de aliança.

## Perda de Elo Estratégico e Técnico

A saída de Jonathan Donadoni do cargo de secretário-chefe da Casa Civil possui um peso simbólico e estratégico considerável. Donadoni era visto como o último elo técnico e político que conectava diretamente o ex-governador Gladson Cameli, atual pré-candidato ao Senado, à gestão da governadora Mailza Assis. Sua permanência representava a continuidade da influência e do diálogo do antigo mandatário dentro da estrutura central do poder executivo estadual. Sua saída, portanto, sinaliza uma reconfiguração significativa nas relações de poder e na articulação política para as próximas disputas eleitorais no Acre.