Adriana Accorsi nega pressão de Lula para candidatura ao governo de Goiás
Deputada federal Adriana Accorsi desmente que Lula pediu sua candidatura ao governo de Goiás. Ela reafirma pré-candidatura à reeleição para Câmara.

A deputada federal Adriana Accorsi (PT) desmentiu veementemente os rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria a incentivado a concorrer ao governo de Goiás. Em declarações ao portal Diário de Goiás, a parlamentar esclareceu que, apesar de ter se reunido com Lula em quatro ocasiões recentes, em nenhum momento houve qualquer indicação para que ela disputasse o Palácio das Esmeraldas.
"Ele não falou em momento algum que queria que fosse (candidata) ao governo. Pelo contrário. Disse que vem na minha campanha para federal, que me apoia e quer que eu seja bem votada para fazermos mais um federal", afirmou Accorsi. Ela reiterou que a orientação do presidente é para que ela continue a colaborar e a ser uma liderança importante do PT.
As especulações surgiram em meio a divergências internas no PT goiano sobre a candidatura ao governo estadual, com alguns correligionários apostando que Accorsi seria forçada a disputar o cargo majoritário caso o nome preferido do grupo local, Luis Cesar Bueno, fosse rejeitado pela direção nacional do partido. A deputada classificou essas informações como "mentiras" e atribuiu a disseminação dessas narrativas a um "pequeno grupo de homens" que não aceitaria sua liderança e a possibilidade de ela se tornar a parlamentar mais votada do campo progressista na região.
Adriana Accorsi oficializou sua pré-candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (2), descrevendo o ato como uma "reafirmação da decisão" e um momento significativo em sua trajetória política e como defensora dos direitos das mulheres. Ela admitiu que a "guerra de narrativas" nos bastidores prejudicou a formação das chapas eleitorais do PT, tanto majoritária quanto proporcionais, e que tentativas de boicote vêm ocorrendo desde fevereiro.
A deputada ressaltou que sua decisão de buscar a reeleição é coletiva, contando com o apoio de movimentos sociais que reconhecem a importância de seu mandato. Sobre a candidatura de Luis Cesar Bueno, que aguarda aprovação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT nacional, Accorsi expressou confiança na aprovação iminente para que a pré-campanha possa ser iniciada.
Discutindo as alianças para as eleições, Accorsi mencionou que a frente progressista em Goiás, composta por PSB, federação PSOL-Rede e PCdoB/PV, além do próprio PT, conta com diversos pré-candidatos ao Senado. A parlamentar descreveu a situação como um "problema bom", por se tratar da "maior coligação progressista desde 2002", e que as negociações para definir a estratégia majoritária e a composição com outros partidos, como o PDT, ainda estão em andamento.