Amorim avalia risco de interferência dos EUA nas eleições
Celso Amorim, assessor de Lula, reage a declarações de Trump e medidas dos EUA, alertando para risco de interferência eleitoral, mas descarta intervenção direta.

O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, avalia que as recentes medidas do governo dos EUA, como a designação de facções criminosas como terroristas e a ameaça de tarifas sobre produtos brasileiros, podem ser interpretadas como uma tentativa de interferência nas eleições do Brasil. As declarações do ex-presidente Donald Trump, que classificou o presidente Lula como "volátil" e o Brasil como "perigoso", também geram atenção.
Amorim, um dos principais conselheiros de Lula, considera que a interferência direta nas eleições brasileiras por parte do governo Trump é improvável, mas alerta para a necessidade de vigilância. "Tentar interferir pode ter um efeito contrário, mas eu não creio que vá haver uma interferência tão direta. Mas temos que ficar alertas porque não é só o presidente (que pode fazer isso). Há outros interesses econômicos que se movem", afirmou em entrevista à BBC News Brasil.
O embaixador também minimizou as falas de Trump, descrevendo-as como espontâneas e não políticas. Contudo, ele expressou preocupação com o uso da designação de organizações terroristas como pretexto para intervenções econômicas ou financeiras no Brasil, defendendo uma postura pragmática diante do cenário político sul-americano.