Brasil: Aceitação da homossexualidade cai para 72%, aponta pesquisa

Pesquisa Datafolha de junho de 2026 indica que a aceitação da homossexualidade no Brasil caiu de 79% para 72%. Há diferenças entre católicos, evangélicos e eleitores de diferentes espectros políticos.

Brasil: Aceitação da homossexualidade cai para 72%, aponta pesquisa

A parcela da população brasileira que considera que a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade diminuiu de 79% em 2022 para 72% em 2026. A pesquisa, realizada pelo Datafolha, indica um recuo na aceitação social do tema, embora o índice permaneça majoritário.

O levantamento, que faz parte da matriz ideológica do instituto, também mostrou que 20% dos entrevistados acreditam que a homossexualidade deve ser desencorajada, enquanto 8% não souberam responder. Apesar da queda em relação a 2022, a aceitação atual é superior aos patamares registrados no início da série histórica da pesquisa, quando em 2013 o índice era de 67% e em 2014, de 64%.

## Disparidades por grupo religioso e gênero

Os dados revelam diferenças notáveis em diferentes segmentos da população. Entre os católicos, 75% defendem a aceitação da homossexualidade, com 18% se posicionando contra. Já entre os evangélicos, o índice de aceitação cai para 61%, enquanto 29% se manifestam a favor do seu desencorajamento.

As mulheres demonstram um percentual de aceitação maior, com 76%, comparado aos homens, onde o índice é de 69%. Em contrapartida, a defesa pelo desencorajamento da homossexualidade é de 16% entre as mulheres e de 24% entre os homens.

## Influência do espectro político

O recorte eleitoral também aponta divergências. Eleitores do atual presidente Lula (PT) apresentam 81% de aceitação, enquanto eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) registram 65%. A posição de desencorajar a homossexualidade é defendida por 14% dos eleitores de Lula e por 26% dos eleitores de Flávio Bolsonaro.

A pergunta sobre aceitação da homossexualidade compõe o eixo de comportamento da matriz ideológica do Datafolha, que abrange temas como porte de armas, pobreza, criminalidade, pena de morte e crença em Deus. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.