Campanha de Flávio Bolsonaro é alvo de críticas por falta de comando
Campanha de Flávio Bolsonaro é criticada por falta de comando e estratégia. Ricardo Noblat aponta erros, viagens frequentes aos EUA e isolamento político como sinais de desespero.
A campanha de Flávio Bolsonaro tem sido marcada por uma série de equívocos, levando o colunista Ricardo Noblat a questionar quem realmente detém o comando e a estratégia por trás da candidatura do senador. Em sua análise, Noblat descreve a campanha como "sem rumo e visivelmente perdida", levantando preocupações sobre a condução das ações e a comunicação.
Um dos pontos levantados é a frequência das viagens de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, sendo a sexta apenas neste ano. Segundo Noblat, essas viagens podem ser um indicativo de esgotamento físico e mental, disfarçado por comportamentos como danças e malabarismos discursivos que, ao invés de fortalecer, expõem um cenário de desespero e "derretimento" nas pesquisas.
## A Busca por um Líder
A questão central levantada pelo colunista é quem está efetivamente no controle da campanha. Noblat argumenta que, em tese, a palavra final deveria ser do próprio candidato, mas se as decisões partem de Flávio Bolsonaro, a condução tem sido equivocada. Uma campanha profissional e experiente, segundo ele, não permitiria a exposição de comportamentos que beiram o ridículo em um momento crítico.
Noblat contrasta a situação com a possível intervenção de figuras como Valdemar Costa Neto, que, por sua experiência, seria capaz de identificar e corrigir os erros de percurso. A ausência de uma coordenação clara e assertiva é notória, com o coordenador oficial, Rogério Marinho, parecendo ter pouco espaço de atuação e permanecendo "sumido em alguma coxia de campanha".
## Isolamento e Desespero
A análise aponta para um "isolamento político" e uma "falta crônica de coordenação profissional" dentro da campanha. O que se observa, na visão de Noblat, é um candidato mal assessorado, sem uma direção estratégica definida, que tenta compensar o colapso nas pesquisas com demonstrações de carisma em palanques. A viagem a Washington é interpretada como uma tentativa desesperada de buscar apoio internacional, possivelmente para chantagear o próprio país.
A falta de um comando coeso e de uma estratégia bem definida sugere uma campanha em dificuldades, onde os erros se acumulam e a direção a seguir parece incerta, gerando questionamentos sobre o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro.