Defesa de Bernal alega "mal-entendido" em morte de fiscal

Defesa de Alcides Bernal alega "mal-entendido" e legítima defesa em caso de homicídio de fiscal em Campo Grande, buscando evitar júri popular.

Defesa de Bernal alega "mal-entendido" em morte de fiscal

A defesa de Alcides Bernal apresentou alegações finais buscando evitar o júri popular pela morte do fiscal Roberto Mazzini, argumentando que o ocorrido foi um "mal-entendido" e que o ex-prefeito agiu em legítima defesa. Os advogados pedem a absolvição dos crimes de homicídio, violação de domicílio e porte ilegal de arma, apresentando a peça na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acusa Bernal de matar Mazzini em março de 2026, dentro de um imóvel em Campo Grande, motivado pelo inconformismo com a perda da casa. A defesa contesta, alegando que Mazzini invadiu a propriedade sem ordem judicial, levando Bernal a acreditar se tratar de uma invasão. Argumentam que Bernal se apresentou espontaneamente à polícia e que a arma, embora com documentação vencida, não configuraria crime grave.

Como pedido alternativo, a defesa solicita que Bernal vá a júri sem as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e aumento pela idade da vítima. A decisão final sobre a pronúncia de Bernal cabe agora ao juiz.