EUA enviam migrantes a arquipélago remoto no Pacífico
EUA iniciam envio de migrantes para Palau em acordo que prevê fundos para infraestrutura em troca de reassentamento.

Os Estados Unidos deram início ao envio de migrantes indocumentados para Palau, uma nação insular com uma população reduzida localizada no Oceano Pacífico tropical. A informação foi divulgada pelo governo americano nesta quarta-feira (data não especificada na origem), marcando uma nova fase em suas políticas de imigração.
De acordo com um comunicado emitido pela Presidência de Palau à agência AFP, a primeira pessoa enviada pelo governo dos EUA chegou ao arquipélago no final de maio. Após receber assistência inicial para se instalar e se conectar ao telefone, o indivíduo optou por deixar o país após cerca de duas semanas. As razões específicas para sua partida e seu destino subsequente não foram detalhados.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) confirmou ter contatado o migrante, que recusou a oferta de ajuda da agência da ONU. Este caso surge em um contexto de intensificação dos esforços de deportação e reassentamento de imigrantes indocumentados e solicitantes de asilo sob a administração do presidente Donald Trump, que já explorou acordos com países como El Salvador, Uganda e Ruanda.
Palau, um dos menores países do mundo em termos populacionais com cerca de 20 mil habitantes distribuídos por centenas de ilhas, firmou um memorando de entendimento em dezembro passado. O acordo permite que até 75 cidadãos de países terceiros, originários dos EUA, vivam e trabalhem em seu território. Em contrapartida, Washington destinou US$ 7,5 milhões (aproximadamente R$ 38,8 milhões) para financiar serviços públicos e melhorias na infraestrutura do arquipélago.
Os indivíduos que não possuírem histórico criminal serão designados a funções consideradas úteis para o Estado, conforme explicado pelas autoridades de ambos os países. Palau, que conquistou sua independência em 1994, mantém uma relação de "livre associação" com os Estados Unidos, permitindo o uso de seu território pelas forças armadas americanas em troca de apoio orçamentário substancial e responsabilidade pela defesa nacional.