Ex-diretor da APAE é réu e tenta vaga por cota racial em concurso
Ex-diretor da APAE, réu por fraudes, é barrado em cota racial em concurso da Alems/MS, mas segue classificado.

O ex-diretor da APAE, Paulo Henrique Muleta Andrade, que responde a processos por corrupção e lavagem de dinheiro, participou do concurso para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) concorrendo a uma vaga reservada para cotas raciais. Apesar de se inscrever como pardo, a banca de heteroidentificação não o reconheceu como tal. Ele, contudo, seguiu no certame e obteve a 14ª colocação na lista de classificação para analista legislativo.
Andrade, que já foi preso em 2024 e março de 2025, é suspeito de tentar obter cidadania italiana para fugir do Brasil e escapar de investigações judiciais. Mensagens interceptadas teriam revelado sua intenção de deixar o país definitivamente, contradizendo alegações de viagens a trabalho ou eventos sociais. A Justiça, no entanto, ainda não proferiu condenações definitivas contra ele.
O caso levanta questões sobre a idoneidade dos candidatos em concursos públicos e a eficácia dos mecanismos de verificação de cotas raciais. Paulo Henrique Muleta Andrade é réu em processos que ainda não transitaram em julgado, mantendo o direito à presunção de inocência.