Fogueiras Juninas Revelam Tensões na Política Paraibana

Festas juninas na Paraíba expõem divergências políticas, estratégias eleitorais e articulações para o próximo pleito no estado.

Fogueiras Juninas Revelam Tensões na Política Paraibana

As tradicionais fogueiras juninas na Paraíba serviram este ano como palco para evidenciar as complexidades e divergências do cenário político estadual. As festividades, historicamente utilizadas como vitrine por políticos em anos eleitorais, revelaram tensões na chapa governista, com aliados do ex-governador João Azevêdo demonstrando incômodo com o avanço do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, entre prefeitos da base. Paralelamente, o governador Lucas Ribeiro enfrenta o prazo de 2 de julho para inaugurar obras cruciais como o Arco Metropolitano de João Pessoa e a segunda etapa do Centro de Convenções de Campina Grande.

A recomendação do MPE para evitar o uso político das festas foi majoritariamente acatada, mas o ritmo da pré-campanha se intensificou, com pré-candidatos buscando votos e visibilidade. O São João de Patos, que costuma atrair políticos nacionais, teve menor presença de figuras como Arthur Lira e Davi Alcolumbre. Presidenciáveis como Romeu Zema e Ronaldo Caiado aproveitaram o período para conhecer a região.

Outros pontos de atenção incluem a relação entre os Cunha Lima e Jhony Bezerra, e a gestão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, criticada por licença durante o período festivo. Nos bastidores, cresce a articulação para indicar Adriano Galdino como vice na chapa do governador Lucas Ribeiro, que tem visto melhorias na percepção junto aos prefeitos graças a auxiliares como Neto Nepomuceno e George Coelho.