Gilmar Mendes reforça pedido de extradição de Zambelli à Itália
O ministro Gilmar Mendes, do STF, enviou parecer à AGU defendendo a extradição de Carla Zambelli à Itália. O pedido visa o cumprimento de pena por porte ilegal de arma e perseguição a jornalista em 2022. A Justiça italiana já havia negado extradição em outro caso.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta terça-feira à Advocacia-Geral da União (AGU) um parecer técnico favorável à extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. O documento será apresentado à Justiça italiana, que analisará nos próximos dias a nova solicitação do governo brasileiro. Zambelli, que possui dupla cidadania, deixou o país antes da execução de suas condenações.
Este novo pedido se refere à segunda condenação da ex-parlamentar, proferida em agosto do ano passado. O plenário do STF a sentenciou a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. A acusação decorre de um episódio em 2022, às vésperas do segundo turno eleitoral, quando Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo no bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão. Mendes, relator do caso, assegurou à Itália que a condenação foi unânime e que não houve nulidades processuais, garantindo ainda que Zambelli seria detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, que possui boas condições.
Em maio, a Justiça italiana já havia negado outro pedido de extradição para Zambelli, referente à sua primeira condenação de 10 anos por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Naquela ocasião, os magistrados italianos apontaram parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento, alegando que ele atuou como "juiz e vítima" no processo. A defesa de Gilmar Mendes busca contornar essas objeções em relação ao novo caso.