Onda de Calor Vira Batalha Política na França
A França vive uma onda de calor histórica, gerando debate político sobre o ar-condicionado. Esquerda e ecologistas priorizam isolamento, enquanto extrema-direita defende climatização em massa.

A França enfrenta uma onda de calor sem precedentes, registrando temperaturas acima de 40°C e o dia mais quente de sua história recente. A crise climática transformou o ar-condicionado, antes pouco comum no país, em um pivô de intensa disputa política. Enquanto parte da classe política o vê como solução emergencial para adaptar a população, outros alertam para o risco de agravar o aquecimento global com o aumento do consumo energético.
Líderes de esquerda, como Manuel Bompard e Jean-Luc Mélenchon, do partido A França Insubmissa, e os Verdes, representados por Marine Tondelier, defendem priorizar o isolamento térmico de edifícios e a adaptação urbana. Eles argumentam que a instalação generalizada de aparelhos intensifica o calor nas cidades e utiliza gases prejudiciais. Em contrapartida, a extrema-direita, com Marine Le Pen, propõe um plano ambicioso de climatização em massa, embora sem detalhes de implementação.
O governo francês busca uma via intermediária, sugerindo o uso consciente do ar-condicionado apenas quando essencial, sem dogmas. A onda de calor já forçou o fechamento de escolas, colocou hospitais em alerta e adaptou jornadas de trabalho, com a demanda por aparelhos de refrigeração disparando. Especialistas reiteram a urgência de investimentos em infraestrutura resiliente para enfrentar as temperaturas extremas.