Pesquisa Datafolha: Maioria prefere menos dependência do governo

Pesquisa Datafolha revela que 65% dos brasileiros acreditam que suas vidas melhoram com menor dependência do governo, aumento de 7 pontos em 4 anos.

Pesquisa Datafolha: Maioria prefere menos dependência do governo

Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha revela uma tendência significativa na percepção pública brasileira: a maioria dos cidadãos acredita que a melhoria de suas vidas está diretamente ligada a uma menor dependência do governo. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (4), 65% dos entrevistados concordam com a afirmação "quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida".

Em contrapartida, apenas 31% dos consultados expressaram a visão oposta, de que "quanto mais benefícios do governo eu tiver, melhor estará minha vida". Os 4% restantes não souberam ou não quiseram responder à questão.

O levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre os dias 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, também indica uma evolução dessa percepção ao longo do tempo. Comparado a maio de 2022, quando 58% manifestaram a mesma opinião sobre a menor dependência estatal, houve um crescimento de sete pontos percentuais. Naquela ocasião, 38% preferiam mais benefícios governamentais.

A comparação com levantamentos mais antigos, como o de novembro de 2013, mostra uma mudança ainda mais acentuada. Naquele ano, as duas visões estavam empatadas com 47% das preferências, com 6% de indecisos. Isso sugere uma alteração considerável no sentimento geral da população em relação ao papel do Estado em suas vidas.

## Impostos e Serviços Privados

Os dados sobre a dependência do governo fazem parte de um eixo econômico mais amplo da matriz ideológica do Datafolha. O instituto também investigou a opinião dos brasileiros sobre a relação entre impostos e serviços públicos. Neste quesito, 50% concordam que "é preferível pagar menos impostos ao governo e contratar serviços particulares de educação e saúde".

Por outro lado, 44% defendem o modelo de "pagar mais impostos e receber esses serviços gratuitos", enquanto 6% se mostraram indecisos. A série histórica indica que essa preferência por serviços privados em detrimento de impostos mais altos não é uma constante. Em 2022, por exemplo, a balança pendeu ligeiramente para o lado oposto, com 48% preferindo pagar mais tributos em troca de serviços públicos gratuitos, contra 46% que optavam pelo contrário.

A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada no TSE, reflete um debate contínuo sobre o tamanho e a atuação do Estado na sociedade brasileira e como a população percebe o impacto dessas políticas em seu cotidiano e bem-estar.