PSOL em crise: parlamentares criticam divisão de fundos
Deputada Erika Hilton e outros parlamentares do PSOL criticam a direção nacional por distribuição de fundos eleitorais, alegando desfavorecimento de candidaturas de mulheres e negros.

Uma disputa interna no PSOL, centrada na distribuição de recursos do fundo eleitoral para 2026, expôs um racha no partido. A deputada federal Erika Hilton (SP) acusou a direção nacional de "rasgar" acordos e prejudicar candidaturas de mulheres, pessoas negras e lideranças com potencial eleitoral. A crítica surge semanas antes da definição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Hilton argumenta que o valor destinado à sua reeleição é insuficiente, especialmente em comparação com outros nomes, como Juliano Medeiros (presidente da Federação PSOL-Rede) e Manuela D'Ávila. A deputada ressalta a necessidade de maior investimento em sua campanha devido à sua identidade e ao tamanho de São Paulo. Parlamentares como Renata Souza (RJ) e o vereador Rick Azevedo (RJ) endossaram as críticas, citando violações a prioridades de gênero e raça.
A polêmica gira em torno de uma política de 2022 que previa cotas adicionais para candidaturas de grupos sub-representados. Em resposta, Juliano Medeiros afirmou que os recursos são distribuídos com base em apoios de parlamentares que não disputam eleições, defendendo o valor destinado a Hilton como o maior entre os deputados do partido.