Sindicalistas protestam em 15 estados contra escala 6x1

Trabalhadores realizam atos em 15 estados e DF contra a escala 6x1, buscando pressionar o Senado pela aprovação da PEC 221/2019, que propõe a escala 5x2 e jornada de 40 horas.

Sindicalistas protestam em 15 estados contra escala 6x1

Trabalhadores de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal foram às ruas nesta terça-feira (30 de junho de 2026) para exigir o fim da escala de trabalho 6x1. As manifestações têm como objetivo principal pressionar o Senado Federal a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que busca alterar o regime de jornada.

A PEC 221/2019, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, propõe a substituição da escala 6x1 pela 5x2, além de uma redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto agora aguarda a apreciação dos senadores.

Em Brasília, um ato realizado na Praça Lúcio Costa reuniu cerca de 200 pessoas, conforme apuração do Poder360. Durante o evento, Agnelo Queiroz, ex-governador do Distrito Federal, discursou, classificando a elite brasileira como "escravista" e enfatizando a necessidade de priorizar a vida além do trabalho. "Existe vida além do trabalho", declarou.

Leandro Grass, pré-candidato ao governo de Brasília pelo PT, reforçou a importância do projeto para o tempo livre e a saúde dos trabalhadores. "Não é possível que os trabalhadores não tenham mais tempo. Esse projeto é sobre tempo e sobre a saúde das pessoas. Para que possam descansar e ficar com a família", afirmou, solicitando ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pauta a PEC para votação.

As mobilizações foram organizadas por importantes centrais sindicais e movimentos sociais, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o Fórum das Centrais e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Além da capital federal, atos ocorreram em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou a importância das manifestações e do uso das redes sociais para exercer pressão sobre os senadores. Ele ressaltou que os protestos são um "fator positivo" para influenciar a decisão dos parlamentares, especialmente com a proximidade de uma audiência pública sobre o tema no Senado, marcada para quarta-feira (1º de julho de 2026).

Na mesma quarta-feira, os líderes das centrais sindicais se reunirão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a matéria. Miguel Torres, presidente da Força Sindical, informou que os representantes dos trabalhadores pleitearão a aprovação no Senado do mesmo texto aprovado pela Câmara, referente ao fim da escala 6x1.