Vaticano: Papa Leão 14 recebe R$ 330 milhões em doações em 2025

Papa Leão 14 recebeu 54,5 milhões de euros em doações em 2025 via Fundo Óbolo de São Pedro. Receitas superaram despesas, gerando déficit. Recursos foram para obras e assistência global.

Vaticano: Papa Leão 14 recebe R$ 330 milhões em doações em 2025

O Vaticano divulgou o relatório financeiro do Óbolo de São Pedro referente ao ano de 2025, revelando que o papado de Leão 14 recebeu 54,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 330 milhões, na cotação atual) em doações. O fundo, que centraliza contribuições de fiéis globalmente, destina os recursos para obras e assistência da Igreja Católica.

Os números, apresentados nesta terça-feira (30.jun.2026), consolidam as doações recebidas ao longo de todo o ano de 2025. Considerando rendimentos financeiros e outras fontes, a receita total do Óbolo de São Pedro alcançou 57,6 milhões de euros. No entanto, as despesas registradas no mesmo período somaram 59,8 milhões de euros, resultando em um déficit de 2,2 milhões de euros nas contas do fundo.

## Origem das Doações

A maior parcela das arrecadações, 63,6%, provém de dioceses ao redor do mundo. O percentual restante é composto por doações de particulares, fundações e institutos religiosos. Dentre os repasses feitos por dioceses e entidades privadas, que totalizaram 40,1 milhões de euros, os Estados Unidos se destacaram como o principal país contribuinte.

## Destinação dos Recursos

A maior parte do montante arrecadado foi direcionada para a missão apostólica do papa. Foram alocados 41,2 milhões de euros para sustentar igrejas em regiões com dificuldades financeiras ou em contextos de evangelização, além de manter as embaixadas do Vaticano e disseminar as mensagens papais.

Adicionalmente, 13,3 milhões de euros foram destinados a 252 projetos de assistência social distribuídos em 74 países. Esses recursos financiaram a construção de templos e centros pastorais em locais como Sri Lanka e Egito, investimentos em instituições de ensino e apoio humanitário em áreas de conflito como Gaza e Sudão do Sul, além de reformas em seminários e residências para padres.

O fundo também cobriu aproximadamente 10% das despesas globais relacionadas à missão pontifícia, cujos custos totais foram estimados em 404,5 milhões de euros para o período.