Acre: Falta de conhecimento dificulta diagnóstico de leishmaniose

Pesquisa no Acre revela falhas no diagnóstico de leishmaniose cutânea em Sena Madureira devido à falta de conhecimento e barreiras de acesso.

Acre: Falta de conhecimento dificulta diagnóstico de leishmaniose

Uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Acre (Ufac) identificou deficiências no entendimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais de saúde no município de Sena Madureira. Divulgada nesta quinta-feira (25), a investigação aponta ainda que barreiras geográficas e estruturais dificultam o diagnóstico e tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

O estudo, publicado na revista eletrônica “Acervo Saúde”, ouviu 50 pacientes com suspeita da doença e 51 agentes de saúde. Os resultados indicam informações limitadas sobre a enfermidade, essencial para o desenvolvimento de programas de controle. A região Norte concentra mais da metade dos casos de leishmaniose no Brasil, com o Acre registrando mais de 11 mil notificações na última década.

Cinco municípios acrianos foram classificados como áreas de risco intenso para transmissão em 2025. Pesquisadores destacam o caráter negligenciado da doença na Amazônia, que afeta principalmente comunidades tradicionais. A investigação contou com a colaboração de diversas instituições, incluindo a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade de Brasília, com financiamento do CNPq.