Cromossomo X pode explicar menor autismo em meninas

Fator genético ligado ao cromossomo X inativo pode ser a razão pela qual meninas diagnosticadas com autismo são menos frequentes. Estudo aponta para mecanismo de proteção, mas barreiras sociais ainda dificultam o diagnóstico.

Cromossomo X pode explicar menor autismo em meninas

Um novo estudo publicado na Nature Genetics aponta para um fator genético como responsável pela menor incidência de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em meninas. A pesquisa, conduzida por cientistas do MIT, nos Estados Unidos, investiga o papel do cromossomo X inativo.

Enquanto meninos possuem XY, meninas têm XX. Na formação embrionária, um dos cromossomos X das meninas é inativado para regular a produção de proteínas. O estudo propõe que este X inativo pode atuar como um mecanismo de proteção, exigindo um acúmulo maior de mutações genéticas para que o autismo se manifeste em comparação com meninos.

Especialistas ressaltam que, apesar da base biológica, barreiras sociais e a tendência feminina de "camuflagem social" (mascarar sintomas) ainda dificultam o diagnóstico precoce em meninas, impactando o acesso a terapias essenciais.