Diabetes: Atenção primária pode frear avanço no Brasil
Atenção primária e coordenação de cuidados são chave para controlar o avanço do diabetes no Brasil, reduzindo custos e complicações.

O diabetes tem apresentado um crescimento alarmante no Brasil, representando um ônus significativo para o sistema de saúde. Dados apontam um aumento de 135% na prevalência entre 2006 e 2024, gerando custos anuais superiores a R$ 42 bilhões. Com a projeção de um aumento de 45% de casos na América Latina até 2050, a busca por soluções eficazes torna-se urgente.
Modelos de saúde que priorizam a atenção primária integrada e a coordenação de cuidados têm demonstrado potencial para reverter esse cenário. Ao contrário de um sistema reativo, que intervém apenas em crises, a abordagem proativa garante acompanhamento sistemático, prevenindo internações, amputações e outras complicações evitáveis.
Estudos indicam que sistemas com forte atenção primária registram taxas de internação por doenças crônicas até 30% menores. Um levantamento recente com 80 mil beneficiários no Brasil confirmou essa eficácia: 60% dos pacientes com diabetes mantiveram a glicemia controlada, com uma taxa de internação de 37 por 100 mil membros, um terço da média da OCDE. Este sucesso é atribuído à atuação do médico de família, que coordena o cuidado com equipes multidisciplinares e ferramentas digitais.