Genética e Ambiente: A Dupla Face das Doenças Autoimunes

Especialistas revelam como a interação entre predisposição genética e fatores ambientais, como tabagismo e obesidade, desencadeia doenças autoimunes.

Genética e Ambiente: A Dupla Face das Doenças Autoimunes

A predisposição genética é um fator importante no desenvolvimento de doenças autoimunes, mas não age sozinha. Especialistas destacam que fatores ambientais atuam como gatilhos cruciais para a manifestação dessas condições, mesmo em pessoas com histórico familiar. A complexidade genética, envolvendo um conjunto de genes, explica por que membros da mesma família podem desenvolver diferentes doenças autoimunes, como lúpus e Hashimoto.

Estudos com gêmeos univitelínicos reforçam essa ideia: se um gêmeo tem lúpus, o outro tem uma chance significativamente maior de desenvolver a doença, mas não 100%, indicando a influência de outros elementos. Entre os fatores ambientais apontados estão o tabagismo, a obesidade – que aumenta o risco de condições como a artrite psoriásica –, infecções virais como o Epstein-Barr, estresse e alterações na microbiota intestinal.

O consumo de alimentos ultraprocessados também é associado a um maior risco pela forma como afeta as bactérias intestinais. Doenças autoimunes com manifestações cutâneas, como lúpus e psoríase, impactam a qualidade de vida dos pacientes com sintomas visíveis e desconforto, exigindo atenção à saúde e bem-estar.