Higiene em casa: Ciência analisa hábito de tirar sapatos
Cientistas investigam o hábito de tirar sapatos em casa, revelando riscos de bactérias e diferenças culturais globais sobre higiene doméstica.

A prática de tirar ou não os sapatos ao entrar em casa, comum em diversas culturas, é analisada pela ciência sob a ótica da higiene e saúde. Enquanto em países como Japão e em partes do Oriente Médio o hábito é regra rigorosa por motivos higiênicos e filosóficos, nos Estados Unidos e em algumas regiões da Europa, pode ser considerado rude pedir que um convidado retire seus calçados.
Estudos em laboratório revelaram a presença de diversas bactérias em calçados usados. Um exemplo é o Staphylococcus aureus, que pode causar desde infecções cutâneas até quadros mais graves como pneumonia em pessoas com o sistema imunológico comprometido. Outras bactérias, incluindo parentes próximos que vivem naturalmente na pele humana, e até patógenos fecais como a E. coli, também podem ser transportados pelos sapatos.
A divergência cultural reflete a percepção de que o exterior pode ser associado à contaminação, enquanto o interior do lar é visto como um espaço de pureza. A ciência aponta que os calçados podem, de fato, introduzir microrganismos potencialmente prejudiciais no ambiente doméstico.