Hospital na Baixada Fluminense pode fechar por falta de verba

Deputado estadual do Rio alerta para o risco de fechamento do Hospital Juscelino Kubitschek em Nilópolis devido à falta de repasses estaduais por dois meses.

Hospital na Baixada Fluminense pode fechar por falta de verba

O deputado estadual Rafael Nobre (MDB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (30/06) para fazer um apelo urgente ao Governo do Estado pela retomada dos repasses de custeio ao Hospital Maternidade Juscelino Kubitschek, localizado em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Segundo o parlamentar, a unidade de saúde está há dois meses sem receber os recursos necessários para sua operação, levantando um sério alerta sobre a possibilidade de interrupção dos atendimentos e, em última instância, o fechamento do hospital.

## Risco de Fechamento Iminente

Durante seu pronunciamento, Rafael Nobre dirigiu-se ao presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, e ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, para enfatizar a gravidade da situação. "Se o Governo do Estado não repassar os recursos de custeio, nós teremos que fechar essa unidade. A saúde não pode parar. Saúde é um serviço essencial", declarou o deputado, ressaltando a importância vital da instituição para a região.

Inaugurado em agosto de 2024, o Hospital Maternidade Juscelino Kubitschek se consolidou como uma referência em saúde na Baixada Fluminense. A unidade é responsável por mais de 20 mil atendimentos mensais, emprega aproximadamente 500 profissionais e oferece uma gama completa de serviços, incluindo emergência adulta e infantil, maternidade, centro cirúrgico e diversos procedimentos cirúrgicos de média complexidade.

## Diálogo e Espera Preocupante

O deputado informou que tem mantido conversas com o secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, e com a subsecretária-geral de Estado de Saúde, Rachel Rivello Elmôr, buscando assegurar a continuidade do apoio financeiro. No entanto, ele relatou ter sido informado de que uma nova análise da situação financeira só ocorreria em agosto. Para Nobre, essa demora agravaria o problema e colocaria em risco a sustentabilidade da unidade.

"O dia 21 de junho marcou dois meses sem o repasse do Governo do Estado ao Hospital Juscelino Kubitschek. Em julho serão três meses e, em agosto, quatro. Por isso, faço um apelo para que essa decisão seja revista", reiterou o parlamentar. Ele também mencionou o anúncio de um superávit de cerca de R$ 5 bilhões nas contas estaduais e a possibilidade de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) como caminhos para o equilíbrio fiscal e a retomada dos repasses.

## Apoio da Alerj Durante o Recesso

Em resposta ao apelo, o presidente da Alerj, Douglas Ruas, reconheceu a importância do Hospital Juscelino Kubitschek e elogiou a qualidade dos serviços prestados. Ele se comprometeu a buscar o apoio da Comissão de Saúde da Casa para tratar do assunto durante o recesso legislativo. "Conte com o nosso apoio. Vou conversar com os membros da Comissão de Saúde. Algumas comissões continuarão funcionando durante o recesso da Assembleia, e vamos solicitar que a Comissão de Saúde também permaneça ativa nesse período para enfrentar essa e outras questões que têm chegado à Casa, especialmente relacionadas aos repasses para uma unidade tão importante quanto essa", garantiu Ruas.