Teste do pezinho ampliado avança lento no SUS
Teste do pezinho ampliado, que detecta mais de 50 doenças raras, tem adesão limitada no SUS. Lei inspira, mas cobertura estadual é desigual, atrasando diagnósticos e aumentando risco de sequelas.

Cinco anos após a sanção da Lei Theo, que ampliou o teste do pezinho no SUS para detectar mais de 50 doenças raras, a implementação efetiva do exame ainda é desigual no Brasil. Atualmente, apenas o Distrito Federal e Mato Grosso do Sul (parcialmente) oferecem a triagem ampliada, enquanto a maioria dos estados mantém apenas a versão básica, que identifica apenas sete condições. O diagnóstico tardio pode levar a sequelas irreversíveis, como ocorreu com Theo, filho da jornalista Larissa Carvalho, que inspirou a legislação.
A história de Theo, que desenvolveu lesão cerebral por uma doença rara não detectada pelo exame básico na época, motivou a criação da Lei nº 14.154. No entanto, a falta de prazos definidos para a adesão estadual resultou em uma cobertura limitada. Enquanto alguns estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro já expandiram a triagem para dezenas de doenças, outros seguem com o teste básico. Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento imediato e prevenção de danos permanentes em recém-nascidos.