Acre: Média de Uma Morte Violenta Diária Entre Janeiro e Maio de 2026
Acre registra 109 mortes violentas de janeiro a maio de 2026, com média diária de uma vítima. Rio Branco concentra quase metade dos casos, e 85,3% das vítimas são homens.

O Acre contabilizou uma média alarmante de uma morte violenta por dia durante os primeiros cinco meses de 2026. De janeiro a maio, o estado registrou um total de 109 vítimas, conforme dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Embora os números de junho ainda não estejam consolidados, o levantamento oferece um panorama preocupante da segurança pública na região.
## Redução Notável, Mas com Alerta
Apesar da alta frequência de ocorrências, o período analisado apresentou uma redução de 14,17% no número de mortes violentas em comparação com o mesmo intervalo de 2025. A taxa estimada para o período foi de 29,47 vítimas a cada 100 mil habitantes. Os dados mensais indicam uma relativa estabilidade, com o número de vítimas variando entre 19 (janeiro) e 25 (abril), chegando a 22 em maio.
## Rio Branco Concentra a Maior Parte das Ocorrências
A capital Rio Branco foi o epicentro da violência, concentrando quase metade dos casos registrados no estado. Foram 54 vítimas na capital, representando 49,5% do total. Outras cidades como Cruzeiro do Sul (nove mortes), Mâncio Lima (sete) e Feijó, Epitaciolândia e Tarauacá (quatro cada) também apresentaram registros significativos. Municípios como Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus não registraram mortes violentas no período.
## Perfil das Vítimas Predominantemente Masculino
Uma análise detalhada do perfil das vítimas revela uma clara predominância masculina. Dos 109 óbitos, 93 eram homens, correspondendo a cerca de 85,3% do total. As mulheres representaram 14,7% dos casos, com 16 vítimas. Os dados do Sinesp são alimentados pelas secretarias estaduais de segurança e podem sofrer atualizações devido a reclassificações de investigações em andamento.
O levantamento do Sinesp abrange homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes por intervenção policial e feminicídios, excluindo mortes no trânsito, casos a esclarecer sem indícios de crime e tentativas de outros delitos.