Adolescente se machuca em salto de rope jump com grupo ligado a morte

Adolescente se feriu em salto de rope jump com grupo investigado pela morte de jovem em Limeira, SP. Pai prestava serviço freelancer e relatou procedimento irregular.

Adolescente se machuca em salto de rope jump com grupo ligado a morte

Um adolescente ficou ferido após participar de um salto de rope jump com a mesma equipe que está sendo investigada pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em Limeira, no interior de São Paulo. O incidente com o menor aconteceu enquanto ele acompanhava o pai, que prestava serviços como freelancer para o grupo.

Segundo o relatório final do inquérito policial, que apura a responsabilidade de Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo, e de outros dois detidos pela tragédia, o adolescente realizou o salto de forma irregular. Após o término do atendimento ao público, integrantes da equipe teriam efetuado saltos para produção de material de mídia. O menino, que já havia saltado anteriormente no mesmo dia, insistiu em fazer mais um salto.

O pai do adolescente relatou à polícia que verificou o equipamento do filho, incluindo a fixação das cordas, e permaneceu nas proximidades da área de lançamento. Contudo, após o salto, o menor teria se movimentado de forma pendular e, antes de sua completa estabilização, foi liberado da corda por um membro da equipe. Essa liberação antecipada resultou em raspões no corpo e escoriações no joelho do jovem, conforme descrito pelo genitor. Houve um leve impacto na cabeça, mas sem gravidade.

O pai do adolescente informou à polícia que conheceu Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos presos pela morte de Maria Eduarda, em trabalhos informais de segurança. Após cerca de um a dois anos de convivência, foi convidado a participar de um salto e, posteriormente, a atuar como freelancer, auxiliando na operação dos eventos. Ele participou de quatro a cinco eventos com o grupo na Ponte do Esqueleto, local que liga Limeira e Cordeirópolis, onde Maria Eduarda sofreu o acidente fatal.

Após o incidente com seu filho, o pai manifestou insatisfação com a conduta da equipe e decidiu encerrar sua participação. Ele declarou à polícia que não recebeu ordens para ocultar os fatos ou destruir provas e que optou voluntariamente por não divulgar o ocorrido com o filho.

Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado e fraude processual. A investigação sobre a morte de Maria Eduarda segue em andamento, com este novo episódio levantando mais questionamentos sobre a segurança e os procedimentos adotados pela equipe de rope jump.