Atirador de Tenente da Rota em SP é Identificado; Suspeito é Foragido
Atirador de tenente da Rota em São Caetano é identificado por câmeras; suspeito, com ficha criminal extensa e ligado ao PCC, segue foragido. Tenente se recupera em estado grave.

A Polícia Civil de São Paulo identificou o autor do atentado contra o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Ronickson Pimentel, ocorrido em São Caetano do Sul. A identificação foi possível através da análise de imagens de câmeras de monitoramento, segundo informou o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves. O suspeito, que está foragido, teve sua prisão temporária solicitada à Justiça. O governador Tarcísio de Freitas confirmou que o indivíduo possui um histórico criminal extenso, com diversas passagens pela polícia.
## Ataque com Suspeita de Planejamento do PCC
O ataque, que ocorreu no último sábado (27), é investigado com a suspeita de ter sido premeditado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). A motivação estaria ligada às ações do tenente Pimentel contra a facção criminosa. A investigação aponta para um possível planejamento da ação.
## Dois Suspeitos Detidos e Tenente em Recuperação
No domingo (28), dois homens, de 40 e 52 anos, foram presos sob a suspeita de terem auxiliado na tentativa de homicídio contra o tenente. Enquanto as buscas pelo atirador principal continuam, o estado de saúde de Ronickson Pimentel apresenta melhora. Segundo o boletim médico mais recente, divulgado na noite desta terça-feira (30), o agente responde satisfatoriamente ao tratamento. Ele teve redução na necessidade de medicamentos sedativos e boa avaliação neurológica, permanecendo em estado grave na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O tenente está sem febre e com os órgãos funcionando adequadamente. Uma nova tomografia está prevista para esta quarta-feira (1).
## Repercussão e Caso Eloá
O ataque ao tenente da Rota ganhou ainda mais notoriedade pelo fato de Ronickson Pimentel ser irmão de Eloá Pimentel. Eloá foi assassinada em 2008, aos 15 anos, pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um caso que mobilizou o país e ficou conhecido como o cárcere privado mais longo da história de São Paulo. A violência contra o agente de segurança pública reacendeu memórias desse trágico evento.