Bolsonaro justifica posse de arma em domiciliar
Jair Bolsonaro admitiu posse de arma em prisão domiciliar em Brasília, alegando necessidade de defesa por ter mulheres em casa.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal na tarde de terça-feira (23) sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz. Durante o depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma era sua e que estava em sua residência. Ele justificou a posse alegando que "tinha três mulheres em casa" e, por isso, "não podia ficar desarmado". Especialistas avaliam que o caso pode gerar infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária por questões de saúde, medida autorizada pelo STF. O ministro Alexandre de Moraes solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que analise se a apreensão da arma pode afetar a condição de prisão domiciliar do ex-presidente, citando a Lei de Execuções Penais que considera falta grave a posse indevida de instrumentos que possam ofender a integridade física.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, acompanhou o depoimento e avalia que o episódio não deve impactar a decisão sobre a prorrogação da prisão domiciliar, pois as medidas cautelares não incluíam a entrega das armas.