Casal é preso por vender remédio abortivo ilegal pela internet
Casal do DF é preso por vender remédio abortivo ilegalmente pela internet há três anos, utilizando múltiplos perfis em redes sociais. Medicamento tem venda proibida no Brasil.

Um casal foi detido no Distrito Federal nesta quinta-feira (2) sob a suspeita de comercializar medicamentos abortivos pela internet por um período de três anos. A investigação policial aponta que as vendas eram realizadas, inclusive, através de plataformas de redes sociais, com a utilização de, pelo menos, 15 perfis distintos para alcançar consumidores em todo o território nacional.
A mulher, de 32 anos, atuava como técnica de enfermagem em uma unidade hospitalar pública do Distrito Federal. As autoridades policiais investigam a possibilidade de os medicamentos comercializados serem provenientes de desvios da Secretaria de Saúde. A Polícia Civil do DF ressalta que o medicamento em questão possui venda proibida no Brasil, sendo seu uso restrito a ambientes hospitalares e para indicações legais específicas.
Nas postagens para venda, o casal anunciava o medicamento por R$ 100, alegando que a pílula era capaz de "interromper [a gravidez] na hora". A polícia informou que os nomes utilizados pelos suspeitos nas redes sociais eram falsos, o que dificultou a identificação inicial. A investigação continua para determinar a extensão da rede de distribuição e a origem exata dos medicamentos.
O caso levanta preocupações sobre a venda ilegal de substâncias controladas e o acesso a métodos abortivos fora do ambiente médico regulamentado. A Polícia Civil reforça o alerta sobre os perigos do uso de medicamentos sem prescrição e acompanhamento profissional, especialmente em procedimentos delicados como a interrupção de gravidez.