Dona de evento de rope jump alega medo e foco em viralizar

Dona de evento de rope jump em Limeira (SP) diz à polícia que sua função era viralizar conteúdo nas redes sociais e tinha medo da parte técnica dos saltos, onde jovem morreu sem corda.

Dona de evento de rope jump alega medo e foco em viralizar

A principal responsável pelo evento de rope jump em que uma jovem morreu em Limeira (SP) declarou à polícia ter "muito medo" da parte técnica e operacional dos saltos. Segundo seu depoimento, sua função no grupo "Entre Cordas" era a recepção, organização de filas e, principalmente, o gerenciamento das redes sociais para "viralizar" os conteúdos.

Evelyne dos Santos Gonçalves, presa temporariamente após a tragédia, afirmou que não possuía qualificações técnicas para os saltos e que sua atuação se limitava a editar e postar vídeos. Ela disse que não viu a preparação da vítima, pois estava a cerca de 20 metros de distância. A vítima foi lançada sem cordas da plataforma.

Três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Um quarto indivíduo foi apontado como responsável por remover a câmera da vítima após o acidente. As defesas dos acusados negam a intenção de matar e questionam a tipificação penal.