Empresa de ônibus ligada ao PCC recebeu R$ 180 mi em subsídios
Empresa de ônibus Transunião, ligada ao PCC, recebeu R$ 180 milhões em subsídios públicos no 1º semestre. Investigação aponta lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado.

A empresa de ônibus Transunião, suspeita de lavar dinheiro para o PCC, recebeu R$ 180 milhões em subsídios públicos apenas no primeiro semestre deste ano. A informação foi divulgada pelo promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, durante a "Operação Última Parada", deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público nesta quinta-feira (25). A ação visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro no setor de transporte público.
Segundo as investigações, a facção criminosa PCC teria se infiltrado na economia formal e nos Três Poderes, utilizando empresas como a Transunião. O promotor destacou que o crime organizado busca participação em negócios públicos e licitações milionárias. A investigação aponta que recursos ilícitos foram usados para inflar artificialmente o patrimônio da empresa, com aumentos fictícios de capital que chegavam a R$ 50 milhões.
A operação resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, com o objetivo de combater a organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A diretoria da Transunião foi afastada e a Prefeitura de São Paulo foi notificada para as devidas providências administrativas, garantindo a continuidade do serviço à população.