Esquema de Consignados em Roraima Pode Movimentar R$ 300 Milhões Anuais

Investigação em Roraima aponta esquema de consignados para servidores que pode movimentar R$ 300 milhões anuais, com juros abusivos.

Esquema de Consignados em Roraima Pode Movimentar R$ 300 Milhões Anuais

O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC-RR) investiga um esquema de endividamento de servidores públicos estaduais que pode movimentar até R$ 300 milhões por ano. Segundo o procurador-geral Paulo Sérgio Oliveira, Roraima é o único estado a permitir margem consignável de 55%, incluindo 20% para cartão de crédito, enquanto outros estados limitam a 5%. A investigação aponta que servidores contratam créditos rotativos, perdem 15% do valor na contratação e ainda pagam juros mensais entre 5,5% e 7%.

O esquema, que pode atingir municípios do interior que adotaram o mesmo modelo, difere da decisão federal de maio deste ano, quando o presidente Lula extinguiu modalidades semelhantes para servidores federais. O MPC-RR deu prazo de 15 dias para o Governo de Roraima se manifestar sobre as providências a serem tomadas, sob risco de encaminhamento ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual e Banco Central.

Paralelamente, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, que prevê recomposição salarial anual de 2,4% mais a variação do IPCA, e autoriza concursos para Bombeiros e Polícia Militar. A LDO também recebeu emendas para priorizar atendimento a pacientes com doenças raras e recursos para emergências climáticas.