Fiscal investigado por propina pede justiça gratuita
Fiscal de SP investigado em esquema de propinas bilionárias pede Justiça gratuita e desbloqueio de salário, alegando violação de direitos constitucionais.

Um auditor fiscal de São Paulo, Denis Kobama Yonamine, que é investigado na Operação Fisco Paralelo por suspeita de envolvimento em um esquema de propinas de R$ 1 bilhão na Secretaria da Fazenda, solicitou ao Tribunal de Justiça o benefício da Justiça gratuita e o desbloqueio de seu salário. O esquema, deflagrado pelo Ministério Público de São Paulo, envolveria o pagamento de subornos em troca de benefícios fiscais.
Kobama argumenta que a redução de seus vencimentos, que antes giravam em torno de R$ 40 mil mensais e em abril foi de R$ 16,6 mil após o corte de vantagens, viola princípios constitucionais como a presunção de inocência e a dignidade da pessoa humana. Ele alega que a verba possui natureza alimentar e que sua supressão compromete a subsistência de sua família, pedindo o restabelecimento integral de seus vencimentos e a devolução dos valores retidos.
Segundo os promotores, o auditor teria um papel central na organização, atuando como elo entre empresários e a contadora do esquema, Maria Hermínia de Jesus Santa Clara. Kobama seria responsável por direcionar fiscalizações e facilitar a redução artificial de autuações fiscais ou a obtenção indevida de créditos tributários.