Incêndio em Petroquímica na Índia Deixa Trabalhadores Feridos

Incêndio em fábrica petroquímica na Índia fere trabalhadores. Empresa investiga causas, com suspeita de ligação a furto de nafta. Operações seguem normais.

Incêndio em Petroquímica na Índia Deixa Trabalhadores Feridos

Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica da Haldia Petrochemicals, localizada no estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia. O incidente, ocorrido na terça-feira (30), resultou em ferimentos para vários trabalhadores, conforme comunicado oficial emitido pela empresa. A companhia assegura, contudo, que as operações industriais não foram interrompidas e que as causas do fogo estão sob investigação.

## Suspeita de Furto de Nafta

As informações preliminares divulgadas pela Haldia Petrochemicals apontam que o incêndio pode ter tido origem em uma área próxima a um ponto de furto de nafta. A nafta é uma substância altamente volátil e inflamável, utilizada como matéria-prima em diversos processos industriais e também conhecida por ser adulterada em combustíveis, como em esquemas de fraudes. A empresa ressaltou que a área em questão já foi alvo de furtos no passado, o que reforça a hipótese.

## Investigação em Andamento e Medidas de Segurança

A Haldia Petrochemicals (HPL) informou que a investigação para determinar a causa exata do incidente está em curso. Paralelamente, a empresa agiu para alertar as comunidades vizinhas sobre os riscos, recomendando que evitem o acesso não autorizado a produtos derivados de petróleo. Imagens divulgadas pela imprensa local mostravam uma densa coluna de fumaça negra e chamas intensas emanando da unidade industrial.

## Impacto e Operações Industriais

Embora vários trabalhadores feridos tenham sido encaminhados a hospitais, a empresa reitera que o incidente não afetou o andamento de suas operações. A HPL opera uma unidade de craqueamento de etileno com capacidade anual de 700 mil toneladas em Bengala Ocidental. O grupo norte-americano de private equity The Chatterjee Group (TCG) é o acionista majoritário da companhia. A notícia reacende o debate sobre a segurança em complexos petroquímicos e os riscos associados ao manuseio de substâncias inflamáveis.