Julgamento de PMs por morte de delator é remarcado para 2027

Julgamento de três PMs por duplo homicídio em SP é anulado e remarcado para 2027 após abandono da defesa. Vítimas eram delator do PCC e motorista de aplicativo.

Julgamento de PMs por morte de delator é remarcado para 2027

O júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais, em São Paulo, foi remarcado para fevereiro de 2027. O julgamento, que teve início na segunda-feira (22), foi anulado após cerca de nove horas, quando os advogados de defesa deixaram o plenário em meio a uma discussão com o promotor.

Segundo a decisão do juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, a nova data para o júri será entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2027. Os réus, Fernando Genauro da Silva, Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues, permanecem presos preventivamente. Eles são acusados de homicídio qualificado pelas mortes de Gritzbach e Novais.

A anulação ocorreu após os defensores considerarem inadequada a menção do promotor a um suposto atentado sofrido por um dos advogados. A saída da defesa do plenário impediu a continuidade do processo, conforme o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A viúva de Celso Novais expressou sua frustração, classificando o ocorrido como uma estratégia da defesa e revivendo o trauma da perda do marido.