Líder religioso usava empresas para sonegar impostos no DF
Grupo ligado a líder religioso no DF criava empresas para sonegar impostos e lavar dinheiro, segundo relatório do Coaf. Esquema envolvia distribuição de faturamento e movimentações financeiras suspeitas.

Um grupo empresarial associado a um líder de igreja evangélica no Distrito Federal é suspeito de ter criado diversas empresas com o objetivo de sonegar impostos. Segundo um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema envolvia a distribuição de faturamento e movimentações financeiras entre múltiplos CNPJs pertencentes ao religioso.
Essa prática, conhecida como evasão fiscal, visa ocultar a origem e o volume real dos recursos, configurando um possível crime contra a ordem tributária. O documento do Coaf aponta a existência de uma estrutura corporativa complexa utilizada para fins ilícitos.
Um dos CNPJs investigados, a Isabela V R O Ltda., registrada como "outras atividades de ensino não especificadas anteriormente" e com sede em um coworking na Asa Sul, recebeu a expressiva quantia de R$ 18 milhões. Esse valor provinha de uma holding identificada como Arpar Administração, Participação e Empreendimento S.A.
A Arpar está sob investigação por supostamente funcionar como o núcleo de uma megaestrutura de lavagem de dinheiro. Conforme as apurações, a holding teria movimentado milhões através de dezenas de empresas de fachada. Os recursos processados estariam ligados a diversas atividades criminosas, incluindo a "Farra do INSS", tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, apostas clandestinas e pagamento de propinas.
A descoberta dessas movimentações financeiras levanta sérias suspeitas sobre a legalidade das operações e a utilização de entidades religiosas para fins de sonegação e lavagem de dinheiro. As autoridades seguem com as investigações para detalhar a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.