Operador do Mensalão Já Apontava Ligação PT-PCC, Diz Oposição
Oposição alega que Marcos Valério, operador do Mensalão, já denunciava ligação entre PT e PCC, envolvendo o caso Celso Daniel e atividades criminosas.

A oposição brasileira tem reiteradamente apontado supostas conexões entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), buscando explicações para o que consideram omissões do governo federal no combate ao crime organizado. No entanto, a primeira acusação formal sobre um vínculo entre as duas entidades não é recente e teria partido de dentro do próprio PT.
Segundo relatos da oposição, Marcos Valério, figura central no escândalo do Mensalão, teria informado à Polícia Federal que teve conhecimento, através do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, de que o assassinato do então prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002, estaria ligado a um dossiê sobre financiamento ilegal de campanhas petistas. Este financiamento, de acordo com a denúncia, seria feito por meio de bingos e empresas de ônibus supostamente controladas pelo PCC.
A manutenção dessa suposta ligação é reforçada por eventos mais recentes. A prisão do vereador Senival Moura (PT), em São Paulo, sob suspeita de ter ligações com o PCC desde 2014, é citada como um indicativo de que a relação pode ter perdurado. Em 2019, áudios de detentos do PCC teriam mencionado um "diálogo cabuloso" entre membros da facção e governos petistas.
Adicionalmente, durante os ataques promovidos pelo PCC em São Paulo em 2006, conversas telefônicas interceptadas de presos teriam sugerido que alvos ligados ao PT seriam poupados. A oposição também levanta acusações antigas contra dirigentes petistas, que teriam sido associados a perueiros e empresas sob controle do PCC, supostamente para fins de lavagem de dinheiro e obtenção de contratos públicos.
Essas revelações, embora antigas, ganham novo fôlego no debate político, com a oposição utilizando-as para questionar a postura do governo atual diante da segurança pública e do crime organizado. A menção a Marcos Valério como o primeiro a delatar essa suposta ligação confere um peso histórico às acusações, que continuam a reverberar no cenário político brasileiro.